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A Pobr€za das Naçõ€s

A Pobr€za das Naçõ€s

Algumas preocupações

PORTO - Na semana passada, o FMI apresentou um relatório específico sobre a economia portuguesa, em que nele eram feitas recomendações e conselhos relativamente à sustentabilidade da segurança social, ao comportamento da Dívida Pública e ao ritmo de crescimento da economia.

 

Nele se listavam um conjunto de medidas: aumento das contribuições dos funcionários públicos para a CGA, indexação do cálculo das pensões ao PIB e à esperança média de vida, congelamento das reformas antecipadas (medidas que pretendem promover a sustentabilidade da segurança social), redução de salários da função pública, redução do “emprego público” por via da eliminação do “excesso de funcionários” em setores como a Educação, aumento do salário mínimo apenas consoante o ritmo da inflação, encurtamento da duração do subsídio de desemprego para trabalhadores mais velhos (medidas que procuram reduzir os gastos do Estado) e aplicação de reformas estruturais que promovam sobretudo o investimento (medidas que procuram fazer crescer o potencial da economia, por via do aumento da competitividade).

 

O relatório aponta ainda que a Dívida Pública continua sensível a choques, nomeadamente choques de taxa de juro, risco que pode ser agravado após o fim do programa de compra de dívida do BCE; aponta também para o elevado endividamento externo do setor privado; e faz, por último, uma referência ao facto de o setor não transacionável continuar a ser dominante, o que significa que não houve reequilíbrio da economia mesmo depois das reformas já adotadas.

 

Não concordando com todas as medidas apontadas pela instituição de Washington, partilho alguma preocupação pelo facto de estas recomendações terem sido vistas com alguma leviandade e sossego, quer pela coligação que nos governa, quer pela própria oposição. Este tipo de reação, típica em anos de eleições, pode custar caro ao país a médio prazo e, por isso, recomendo que se leve a sério este tipo de advertências e se adote, de alguma forma, um plano de reformas estruturais que promovam o equilíbrio externo e interno da economia, de forma a não cairmos nos erros do passado.

 

Prólogo da Epopeia

Bem-vindos caros (ou futuros) leitores , coube-me a mim a honra de poder abrir as hostes deste espaço jovem e contributivo para a blogosesfera político-económica.

 

A nossa jornada iniciar-se-á em quatro mãos: a minha, a de Fábio Pereira dos Santos, Gonçalo Amado e de Nelson Eduardo. Somos todos estudantes de mestrado em economia na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, porém  provenientes de diferentes universidades, ideologias, cidades e até nacionalidades, pelo que poderemos garantir que não faltará diversidade de massa critica.

Numa sociedade cada vez mais "economizada", a nossa missão decorre na busca de uma partilha regular, livre de cores partidárias e tabus, de novas opiniões, conhecimentos, análises, curiosidades e sugestões. Assim, tencionamos contribuir, com os nossos modestos recursos, para um enriquecimento dos conhecimentos desta ciência e  um melhor entendimento da sociedade que nos rodeia.

Por fim, será relevante frisar que a adopção do novo acordo ortográfico não é unânime dentro dos autores, pelo que poderão ser observadas  incoêrencias entre autores.

 

"Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos." (Anaïs Nin)