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A Pobr€za das Naçõ€s

A Pobr€za das Naçõ€s

O Falso Salário

 

A meu ver, uma das principais causas dos problemas nas finanças públicas, e da pobreza observada na generalidade dos países do sul europeu.

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Por motivos profissionais, esta semana tive a oportunidade de trabalhar com valores empresariais declarados desde grandes instituições a pequenos negócios familiares.Independentemente da sua dimensão, há uma característica que é transversal a todos eles: A fuga aos impostos.

Em quase todos os casos com que me deparei, todos os elementos das empresas recebiam quase o mesmo salário, apesar de ostentarem níveis de riqueza totalmente dispares, e porquê? Porque o verdadeiro salário é recebido "por fora", onde os empresários apenas declaram o salário mínimo. Outro dos aspectos mais curiosos que constatei é que os gastos pessoais são quase sempre registados como gastos da empresa, raro o caso onde um empresário paga do seu próprio bolso o seu carro, telemóvel ou almoços em restaurantes.

Com a estrutura fiscal com que Portugal se depara, o aumento da tributação, por exemplo via IVA ou IRS, apenas irá castigar o contribuinte cumpridor e dar maior vantagem relativa a quem executa este tipo de práticas. Provavelmente, estará na hora de um combate ainda mais pró-activo à fuga fiscal e à cultura  empresarial praticada.

Uma outra temática que ressalvo, refere-se ao salário mínimo. Será que os empresários não têm verdadeiramente condições para aumentar os salários, ou receiam ver os seus salários cortados? Será que na realidade existe uma concentração salarial tão elevada no sal.mínimo, ou existe espaço para aumentar os salários desafogando os contribuinte cumpridor? 

As únicas certezas que poderei dar é que a economia paralela registou o valor de 26.81% do PIB no ano de 2014 (Dívida Pública representaria assim 101% do PIB, no lugar dos 129% verificados); que segundo um estudo da Ernst&Young, Portugal ocupa a 5º posição entre os 38 países mais corruptos da Europa Ocidental e de Leste e do Médio Oriente, Índia e África; e que o custo de trabalho em Portugal é francamente baixo face aos valores médio europeus.

 

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