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A Pobr€za das Naçõ€s

A Pobr€za das Naçõ€s

Prosseguimento Governativo

 

 

Os portugueses foram às urnas, a abstenção contra o que tudo indicava não diminuiu, e a escolha recaiu sobre a continuidade do actual governo. Uma escolha pelo conservadorismo e uma maior ortodoxia governativa, mesmo que com menor estimulo económico.

Este foi o culminar de uma síntese de episódios que vieram beneficiar o actual governo: uma conjuntura favorável fornecida pelo BCE, com a Refi (taxas de juro referência) em mínimos históricos (responsável pelo aumento do consumo, investimento, e consequente produto); uma maior dispersão dos votos "à esquerda" (nomeadamente com o fenómeno Mariana Mortágua); um conjunto de peripécias, escândalos e polémicas do  ex-ministro socialista, José Sócrates; e uma série de momentos "menos felizes" de António Costa.

Longe está o cenário de estabilidade governativa. A coligação PàF não obteve a maioria absoluta, e como tal, terá enorme dificuldade em fazer aprovar o Orçamento de Estado para 2016. Se tal não se realizar, será dada uma oportunidade para entendimentos entre os partidos da esquerda.
 Em termos práticos, prevê-se uma governação com poderes limitados, e uma instabilidade política cujas consequências são sempre incertas.

Partilho assim, os resultados finais das Legislativas 2015 (faltam 4 deputados eleitos por residentes no estrangeiro):

 

leg15.png

 

 PS (de post scriptum): Concretiza que a pasta ministerial das finanças se manterá no posse de Maria Luís Albuquerque. Porém, a meu ver e por uma questão de transparência, o nome de Pedro Portugal poderia estar em cima da mesa, tendo sido o líder do plano estratégico da coligação.