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A Pobr€za das Naçõ€s

A Pobr€za das Naçõ€s

Que Futuro? - Abordagem de Marx, Ricardo e Kuznets

Afinal, para onde tendemos? A sociedade tende para uma equidade social (?), ou caminhamos para uma crescente desigualdade que nos levará inevitavelmente a um colapso económico?

 

Perante um cenário pós-crise com as economias a darem sinais de preocupantes insustentabilidade, grandes autores da actualidade económica como Krugman, Stiglitz e Piketty têm-se debruçado sobre esta temática, que apesar de tantas vezes já discutida continua a não gerar consensos e muito menos previsões acertadas.

Na obra "O Capital no séc. XXI", T, Piketty (2013) reacende este debate cujos primórdios advêm do século XVIII e com sangue lusitano. Falo de David Ricardo (descendente de famílias portuguesas) que nos seus "Princípios de Economia Política e Tributação" (1817) defendia que o crescimento populacional daria lugar a um aumento da procura do factor terra. Assim, os proprietários viriam o valor dos seus terrenos aumentar desmesuradamente, e teriam liberdade para exigir rendas muito avultadas pelo arrendamento. Consequentemente, tal aumentaria a desigualdade na distribuição de rendimentos e levaria à destruição do equilíbrio social. Felizmente, à altura Ricardo não previa a  ocorrência da revolução industrial e falhou nas suas previsões devido à transição para o sector secundário e terciário ("O erro de Ricardo"). Contudo, no ano seguinte à publicação da sua obra, nasceu mais um nome marcante para a nossa história económica, e esse nome é de Karl Marx! Em "O Capital" , K,Marx (1967) e após a sua morte , F, Engels (1985) voltam a retomar o mesmo problema sob forma de critica ao capitalismo, onde agora o factor em análise não era só o factor terra, mas principalmente o capital.

Nos dias que correm, facilmente poderemos intitular estes pensadores de "profetas da desgraça", ou criticar as suas teorias por não serem fundamentadas com suporte de dados empíricos. Porém, mais recentemente S, Kuznets (1950's) já apoiado por dados estatísticos defendeu precisamente o paradigma oposto, onde deduziu a tão afamada "Curva de Kuznets". Nesta, Kuznets argumenta que a partir de determinado nível de produto, a economia ir-se-á auto-transformar, reduzindo progressivamente a disparidade na distribuição de riqueza. Contudo, a actualidade económica parece não compactuar com as previsões de este "nobelizado" economista.

Visto que a ciência económica ainda não está preparada para dar resposta a este tipo de questão, deixo-vos um gráfico com a variação do coeficiente de GINI para os EUA (indicador usado para a análise das desigualdades na distribuição de riqueza). Assim, poderão dar também o vosso parecer e especular um pouco sobre o que o futuro nos reserva.

 Fonte:Berruyer, adapted from D, Henwood and Census Bureau

 

 

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