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A Pobr€za das Naçõ€s

A Pobr€za das Naçõ€s

Solução: Políticas Activas de Emprego?

O desemprego é, indubitavelmente, o maior flagelo que surgiu na sociedade portuguesa ao longo dos últimos anos. Apesar disto, importa referir que o fenómeno desemprego existiu, existe e existirá sempre ao longo do tempo, em todas as economias, nem que seja na forma do denominado desemprego friccional. Todavia, o problema contemporâneo é o aumento do designado desemprego estrutural. Este decorre de um desajustamento estrutural da oferta e procura de trabalho e contabiliza indivíduos desempregados por um período superior a um ano. Uma das possíveis soluções para este problema são as Políticas Activas de Emprego (PAE).

 

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*Fonte: OCDE (in Pilar, Maria; FEP) 

 

As PAE têm como objectivo primordial conduzir os indivíduos desempregados a situações de emprego através de, por exemplo, investimento em capital humano ou subsidiando empresas para que estas criem novos postos de trabalho. Contudo, e como consta do gráfico acima, Portugal é dos países onde a preferência por Políticas Passivas de Emprego (apoios sociais, e.g. subsídios de desemprego) se sobrepõe às PAE. As primeiras representavam  1,66% do PIB enquanto as PAE representavam 0,98% (dados de 2012). Ao contrário de Portugal, países que frequentemente são apontados como exemplos de economias prósperas, como a Dinamarca ou Suécia, têm preferências por PAE.

O que aqui se pretende evidenciar é que caso os agentes políticos portugueses realizassem uma aposta mais clara em PAE, o desemprego que se verifica actualmente (13,2%) seria, muito provavelmente, menor. Não quer isto dizer que se deva acabar com os apoios sociais, canalizando os gastos exclusivamente para as PAE, mas sim, que deve tentar encontrar-se um ponto de equilíbrio entre os gastos nas PAE e as Políticas Passivas, com um ênfase nas PAE, contribuindo assim de forma decisiva para diminuição do desemprego.